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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Provas e provas: 13 agora, 23 em 2014!

Oficialmente acabou o Agility esse ano para mim. Depois da prova da USDAA disputada em Jacksonville no último final de semana, agility agora só em 2017 e vai começar com o Regional da UKI que eu vou julgar. Ainda em Janeiro tenho uma prova da USDAA para disputar. Essa é minha programação para Janeiro.

Esse ano de 2016 foram 13 provas disputadas, 5 da UKI, 5 da USDAA e 3 da AKC. Se você acha muito pode esquecer porque eu competi muito pouco esse ano. Uma média de 1 prova por mês.

Para que vocês tenham idéia, no ano de 2013 (meu primeiro ano na América) foram 19 provas. Isso considerando que foram em 8 meses, porque eu me mudei para cá em Abril. Uma média de mais de 2 provas por mês. No ano seguinte, 2014, foram absurdas 23 provas o ano todo, seguindo a média de 2 provas por mês.

Depois disso houve uma queda absurda na minha participação, com 16 provas em 2015 e as 13 agora em 2016.


O calendário é insano por aqui e a oferta de provas é absurda. AKC, USDAA e UKI é só escolher e ir. Mas, depois de um tempo você aprende a ser seletivo e escolher boas provas para competir. Não apenas boas provas, mas provas fundamentais que você precisa competir para ganhar qualificações para Regionais e Nacionais. Ser seletivo é fundamental, você acaba aprendendo que não é a quantidade e sim a qualidade, ou seja, conhecer os clubes que oferecem boas provas, com bons locais e bons juizes. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Destrinchando o regulamento: parte 1

Falar sobre o sistema e regulamento do Agility na América pode resultar em um post longo e mesmo assim alguma informação vai faltar. Isso porque aqui temos 3 federações de agility diferentes e cada uma tem suas características. Mas falando de forma geral são bem parecidas. Aqui vou descrever de forma geral como o Agility americano funciona.

Níveis (ou Graus)
São as chamadas classes regulares. Aquelas onde você começa nos Iniciantes e vai subindo até o nível mais alto, competindo em pistas de Agility ou Jumping. Uma curiosidade é que AKC e USDAA chamam a pista de Agility de “Standard”. O que para o Agility brasileiro é a nomenclatura de uma altura de saltos, nos Estados Unidos é a nomenclatura para a pista de Agility.

AKC e UKI oferecem 4 graus. USDAA oferece apenas três

USDAA: Starters / Advanced / Master
UKI: Beginners / Novice / Senior / Champion
AKC: Novice / Open / Excellent / Master

Para se subir de grau é necessário um número de Excelentes Zerados, ou como eles dizem aqui um número de “Q” (pronuncia “quiu”), abreviação de QUALIFY.
Não existem combinados zerados para se subir de grau. Ou seja, um cão vai subindo de grau nas pistas de Agility ou Jumping separadamente. Por exemplo, quando você consegue 3 Excelentes Zerados na pista de Agility você sobe de grau no Agility, mas não no jumping, e vice-versa. É muito comum o mesmo cão competir em graus diferentes na pista de Agility e na pista de Jumping. O objetivo é unificar os resultados e chegar ao grau mais alto nas duas pistas.

Não existem pódios, premiações ou resultados combinados. O objetivo aqui é chegar ao grau mais alto ganhando experiência através dos diferentes níveis de dificuldades. Não existem rankings, pontos ou campeonatos por etapas. As provas (mesmo as locais) são únicas. Quando a dupla chega ao grau mais alto começa a competir para conseguir qualificações para provas Regionais, Nacionais e Seletivas para torneios internacionais. Além disso, as Federações premiam as duplas por “Conquistas durante a vida” ou “Life Achievement”, isso significa que duplas que conseguem um número de Excelentes Zerados no grau mais alto são premiados com placas comemorativas ou barras comemorativas.
Barras Comemorativas

Todos os cães que iniciam no esporte necessitam obrigatoriamente competir nos Iniciantes, mesmo que o condutor seja muito experiente. A única excessão são as classes Tournaments que eu explico a seguir.

Tournaments (ou torneios)
Os torneios são classes oferecidas a parte das classes regulares.

AKC: Premier classes
USDAA: Master Challenge, Steeplechase
UKI: Master Series, Speedstakes

Os torneios são abertos a todos os cães e condutores, de qualquer grau. Desde Iniciantes até os cães mais experientes podem se inscrever e competir na mesma classe. Isso tem um resultado muito interessante onde vez ou outra cães de graus mais baixos conseguem bater cães muito mais experientes.  

As classes premier da AKC, Master Challenge da USDAA e Master Series da UKI são as mais desafiadoras pistas de cada federação. O nível de dificuldade é complexo e o resultado é combinado entre as pistas de Agility e Jumping.

As classes Steeplechase da USDAA e Speedstakes da UKI são as pistas de velocidade. Com percursos abertos mas ao mesmo tempo com desafios complexos, os percursos precisam exigir dos cães e condutores habilidades para vencer desafios em altissima velocidade.

São essas as classes onde as duplas competem em torneios Regionais e Nacionais, sagrando-se Campeões Regionais ou Nacionais.

Em torneios Regionais e Nacionais existem pódios, medalhas e em alguns casos troféus aos vencedores. A USDAA premia os vencedores do Steeplechase em dinheiro, mesmo em provas locais. A UKI premia os vencedores do Master Series em dinheiro mesmo em provas locais. A quantidade de dinheiro depende da quantidade de cães competindo naquela classe, naquela prova. Enquanto algumas provas locais pagam bem pouco para os vencedores (em torno de 20 a 40 dolares), provas nacionais como o Cynosports e o US Open premiam com valores bem mais altos. Os campeões do Steeplechase no Cynosports dividem um prêmio de 10 mil dólares.

Games
Os games assim como as classes regulares têm diferentes níveis de dificuldades e você precisa ir subindo de grau. Portanto não vou perder muito tempo com isso aqui. Se você quiser saber mais sobre os Games de Agility na América basta clicar no link "Games" ao lado na tela principal do blog.

Anuidades
Nenhuma federação cobra anuidade, mas sim uma taxa de afiliação. Você paga 25 dólares para se afiliar e depois disso nada mais.


Eu vou escrever um outro post em breve sobre como as provas são organizadas e quais são as responsabilidades dos clubes e das federações.

2017: sem UKI ou AKC, será estranho!

Com o fim dos torneios nacionais nos meses de Outubro (Cynosports) e Novembro (US Open) e as seletivas do Europeu em Dezembro, tudo agora volta a estaca zero e a nova temporada começa.

É a data de corte para as Federações. USDAA em outubro, UKI em Novembro e AKC em Dezembro. Isso significa que todos os Excelentes Zerados, pontos e qualificações para Regionais, Nacionais e Seletivas são zerados e a busca por vagas nos torneios mais importantes de 2017 começa.

Para nós a temporada vai começar nesse final de semana na cidade de Jacksonville, a cerca de 3 horas norte de Orlando com uma prova local da USDAA.

O ano de 2017 vai ser diferente para nós. Comigo julgando os dois torneios mais importantes da UKI, o Regional Sudeste em janeiro e o US Open em Novembro, praticamente ficamos fora de brigar por qualquer vaga nesses torneios. Fica praticamente “sem função” competir pela UKI quando não poderei usar meus pontos e EZ’s para ir a torneios Regionais e para o US Open. Não estou reclamando. Para minha carreira de juiz, 2017 será o ano mais importante da minha vida e isso é algo que vale o preço a ser pago.

Pela AKC provavelmente não competirei ano que vem. Com Jack Bauer fora da categoria 24 polegadas (60cm) e competindo agora no 20 polegadas (50cm) também não estaremos lutando por vagas em nenhuma seletivas, o que torna as provas da AKC também completamente “sem função”.

O que nos resta como competidores é a USDAA, começando a temporada nesse final de semana em Jacksonville, a meta para 2017 é se classificar para o Cynosports que vai acontecer no Tennessee, cerca de 10 horas de carro de casa. Competi apenas uma vez por esse nacional e com apenas um cão. Vamos ver se consigo colocar Jack Bauer e Brown para correr o Cynosports ano que vem. Além disso, não apenas competir pelo Regional Sudeste, mas tentar ir para pelo menos dois regionais, talvez três seria interessante para tapar o buraco de não estar competindo no US Open ano que vem.


Um ano diferente, que venha 2017! 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

AKC Invitational: o torneio de Agility das raças!

Na próxima semana acontece o AKC Invitational na cidade de Orlando. Será o último ano do torneio em Orlando fechando um contrato de 4 anos com o Orange Convention Center onde o torneio acontece desde 2013.

O Invitational aceita competidores de outros países, mas se você é um competidor do Brasil, acredite, você não quer investir sua grana nesse torneio. Mas o que é o Invitational? E quais os prós e contras do torneio?

Eu estive presente em duas oportunidades, em 2013 e 2014 e conheço bem o torneio. O Invitational é um torneio nacional da AKC mas não é o mais importante torneio nacional dessa federação. O AKC Nationals é o torneio anual mais importante da AKC e o Invitational é o torneio das raças.

Pelo regulamento do torneio, apenas os 5 melhores cães de cada raça participam do certame. Para se determinar o melhor de cada raça soma-se por todo o ano os pontos que os cães fazem nos torneios locais da AKC, o que por sua vez já traz uma certa revolta por parte de alguns competidores. Na verdade o torneio acaba trazendo quem compete mais pela AKC e não os melhores. Ou seja, se você fizer uma prova da AKC por mês e vencer ainda assim não fará a mesma quantidade de pontos de outra pessoa que competir 3 finais de semana mesmo nao vencendo. Na verdade acaba se classificando para o Invitational os 5 cães de cada raça que mais competiram no ano, e não os melhores. A parte bacana desse torneio é a variedade de raças. São dezenas e dezenas de raças diferentes.

Outra situação um tanto quanto complicada de entender é o metódo de qualificação para as finais. Todos os competidores correm em 4 pistas e os 10 melhores no combinado das 4 pistas vão disputar a pista final. Até aí, tudo bem, porém classificam para as finais apenas um exemplar de cada raça. Veja como esse sistema é complicado. Na categoria 60cm digamos que os 5 primeiros colocados sejam os Border Collies (o que não é raro de acontecer). Apenas o melhor Border Collie vai a final, e as outras 9 vagas são dadas as outras raças como se segue na classificação final do Combinado. Esse método, privilegia as raças, ou seja, teremos 10 diferentes raças nas finais. Mas raramente alguém bate aquele cão que terminou na primeira colocação no combinado das 4 pistas.

Foi exatamente o que aconteceu comigo em 2013 quando após as 4 pistas eu terminei na terceira colocação em um universo de mais de 200 cães, porém com dois Border Collies a minha frente em primeiro e segundo, não fomos a final. Naquele momento, cães que terminaram em posições muito piores (porém de outras raças) foram a final.

Existe, uma excessão para cães estrangeiros. Existe uma vaga entre os 10 primeiros que é dada para uma dupla que não é dos Estados Unidos, porém apenas uma. Em 2013, quando terminei em terceiro lugar, o primeiro colocado se classificou direto a final e o segundo colocado era um Border Collie do Canadá que acabou pegando a vaga para o estrangeiro nos empurrando para fora da final.

Outro fator que vai fazer os brasileiros não curtirem esse torneio são as pistas. Bem as estilo da AKC, abertas e com pouquissimos desafios, os brasileiros vão se sentir competindo em pistas iniciantes da FCI.
Outro ponto positivo sobre esse torneio são os premios em dinheiro. Em 2013 minha terceira colocação me rendeu um prêmio de 700 dólares. Em 2014, mesmo com duas eliminações acabei embolsando 120 dolares pelas outras duas pistas.

Como dito anteriormente, o AKC Invitational acontece na próxima semana em Orlando e para o próximo ano volta a costa oeste dos Estados Unidos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Fim de ano movimentado

Próximas semanas serão movimentadas. Tem prova da USDAA nesse final de semana aqui na Flórida. Prova local, nada especial, mas já de olho nos Excelentes Zerados e qualificações para o Cynosports do ano que vem.

No meio de Novembro lá vamos nós para mais um campeonato nacional, será o US OPEN que acontecerá no Estado da Geórgia. Estado vizinho, 6 horas de casa. Nada tão distante. O US Open é um daqueles torneios gigantescos aqui na América. Ano passado foram mais de 700 cães em 4 pistas diferentes. Será nossa terceira participação. Ano passado tivemos uma participação espetacular, Jack Bauer terminou a classes 26 polegadas (65cm) no pódio em terceiro lugar e Brown na categoria 20 polegadas (50cm) foi vice-campeão. Terminar com os dois “dogs” no pódio em um campeonato nacional foi algo acima da média e sensacional. Porém não significa muito para o próximo torneio.
Serão 4 dias de provas!

Duas semanas depois do US Open, lá vamos nós atravessar alguns Estados rumo a Pennsylvania para as seletivas do Europeu 2017. O juiz será Tráj Tamás. Ano passado eram cerca de 150 cães lutando por cerca de 30 vagas no total.

Ainda temos mais uma prova da AKC no final do ano. A prova de fim de ano como eles chamam acontece entre os dias 26 e 31 de Dezembro encerrando o ano. E ainda estamos buscando mais algumas qualificações para ir as Seletivas do Mundial em Abril.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Múltiplas Federações: bom ou ruim?

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Múltiplas federações. Poucos países oferecem isso aos competidores. Ter várias federações em um esporte não tão popular pode ser, algumas vezes, um tiro no próprio pé. Veja esportes mais populares como Futebol e Basquete quantas Federações existem? Uma, e apenas uma. Mas oferecer múltiplas federações dentro de um esporte pode trazer benefícios. Afinal, bom ou ruim?


O lado bom

A primeira grande vantagem quando se existe múltiplas federações em um determinado esporte é a quebra do monopólio. Será que veríamos as mesmas sacanagens no Futebol se houvesse uma outra Federação que não fosse a CBF? Ou mesmo a FIFA?

Pensando sobre isso, chegamos a uma segunda vantagem: a concorrência. Concorrer por clientes leva empresas a oferecer serviços melhores e mais baratos. E isso acaba acontecendo com federações esportivas também, que não apenas têm com objetivo oferecer torneios melhores mas também aumentar seu rendimento, trazendo mais clientes. E aqui nos Estados Unidos (talvez o país mais capitalista do mundo), as federações precisam ser criativas e criar meios para atrair os seus competidores/clientes.

A consequência disso acaba sendo um calendário mais cheio, com mais opções, diferentes classes oferecidas e mais oportunidades para qualquer pessoa se achar no meio do esporte.

O lado ruim

Mas, essa concorrência dentro do esporte pode levar a problemas também. O primeiro é a divisão dos competidores que acabam rachando e muitas vezes abandonando uma federação. Se essa situação ocorre em um país com muitos competidores o problema não é tao complicado. Mas, em um país com poucos competidores, essa divisão pode levar a provas com poucos competidores e não economicamente viáveis, culminando talvez no fechamento de uma federação.

Outro problema que vejo acontecendo aqui nos Estados Unidos, é que o país acaba por muitas vezes não levando sua força máxima para torneios internacionais importantes. Eu citei em um post anterior como os Estados Unidos venceram quase tudo no WAO esse ano com duplas que certamente poderiam ajudar o país no Mundial. Porém, como esses condutores não gostam de competir pela AKC acabam abrindo mão e deletando de suas vidas o campeonato mundial.

De qualquer forma, sendo bom ou ruim, a permissão de um país para a criação de múltiplas federações deve ser analisada com cuidado. Por um lado, o esporte (qualquer esporte) não é propriedade de ninguém ou de nenhuma federação, e deve ser aberto a novos participantes a possibilidade de fazer parte daquele mundo. Porém, as federações têm sim um papel importante no controle e disseminação do mesmo. Equação difícl, afinal agradar é todos é “um pouco” complicado.



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Calendário de Agility: como funciona nos Estados Unidos?


(CLIQUE PARA LER A NOT'ICIA COMPLETA)
Ah… o calendário! Sempre foi (pelo tempo em que eu morei no Brasil) motivo de discórdia e reclamações. Agradar a todos nunca será possível, sempre alguém vai reclamar, não tem  jeito. Aqui nos Estados Unidos não é diferente. 

No Brasil talvez pela pouca quantidade de provas, perder uma prova pode significar ficar 2 ou 3 meses sem competir, por essa razão existe a frustração por parte de alguns quando a data não é ideal.

Mas como funciona nos Estados Unidos? O primeiro é preciso entender que o “sistema” do Agility por aqui é diferente. Não existem torneios por pontos. Não existe um campeonato nacional ou estadual com 3, 4 ou 10 etapas. Aqui, o agility vive o ano inteiro das provas locais que são únicas. Quem ganhou, ganhou! Nada de pontos para ver quem é o campeão após “x” etapas. Anualmente, são disputados campeonatos nacionais em 4 ou 5 dias (um evento gigante) ou regionais em 3 ou 4 dias como já expliquei anteriormente dividido por regiões: Norte, Sul, Sudeste, Sudoeste, Nordeste, Noroeste.

As duplas competem o ano inteiro pelas provas locais juntando seus Excelentes Zerados e seus “byes” (qualificações para semi-finais em torneios nacionais), com o objetivo único de se preparar para os Nacionais. É uma cultura diferente.

Algumas pessoas podem imaginar que competir não por pontos pode ser algo chato e sem motivação. Afinal, qual é a motivação em competir “por nada”? Mas esse “por nada” (entre aspas mesmo) é onde as pessoas se enganam. Não havendo pontos te dá mais liberdade para escolher as provas em que vai participar, não ficando amarrado a nenhum torneio ou federação e ficando muito mais fácil de preparar seu calendário (as provas em que vai participar). Perder um ou outro torneio por problemas pessoais ou profissionais não afeta em nada seus planos para os torneios maiores, afinal, existem outras provas pipocando no calendário o ano todo.

O calendário de Agility nos Estados Unidos é um show imenso de oportunidades. Provas das 3 Federações que hoje controlam o Agility na América (AKC, USDAA e UKI), estão disponíveis o ano todo. Praticamente, existem provas todos os finais de semana. Pelo menos uma prova por mês de cada federação está disponível em seu Estado, ou seja, se naquele mês você não pode fazer uma prova da USDAA naquele final de semana, provavelmente pode ir no final de semana seguinte a uma prova da UKI ou AKC. Na verdade, é preciso um certo controle financeiro por parte da cada um para não ir à falência competindo todos os finais de semana.

Enviando sua inscrição
Exemplo de PREMIUM da AKC
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Uma das coisas mais sensacionais nas provas por aqui, é a existência do chamado PREMIUM, que nada mais é que um edital publicado no site das federações (que você pode imprimir) com todas as informações sobre a prova. O PREMIUM em média tem entre 7 e 12 páginas, e lá você pode encontrar absolutamente tudo sobre aquela prova em questão. Algumas informações como: local e hora da prova, juizes, ordem das classes, hoteis ao redor, pessoas responsáveis com email e telefone, como se chegar ao endereço, valor das inscrições, ficha de inscrição e muitas outras informações estão no Premium. Esse documento é obrigatório para todas as provas oficiais.

Todas as Federações já oferecem inscrições on-line, sendo a UKI a única que aceita apenas esse tipo de inscrição. AKC e USDAA mesmo oferecendo inscrições on-line, ainda recebem a maioria das inscrições via correio, com os condutores enviando um cheque com a ficha de inscrição preenchida. E antes de você pensar: “Ficha de inscriçao por correio? Com um cheque?” Lembre-se que aqui 95% das pessoas honram seus cheques e os serviços dos correios é um dos mais confiáveis do planeta. Eu mesmo, nunca tive nenhum problema.

Os PREMIUMS são publicados no mínimo 2 meses antes da prova, muitos deles já estão disponíveis 3 ou 4 meses antes, dando tempo de sobra para os condutores prepararem seus calendários. USDAA e UKI aceitam inscrições até 15 dias antes da prova, mas a AKC aceita inscrições no mínimo 30 dias antes.

Lembrando que os clubes e não as Federações são responsáveis pelas provas. Obstáculos, local, pessoal de trabalho e organização do local é tudo de responsabilidade dos clubes que ficam com a massiva parte do dinheiro das inscrições. Apenas um pequeno percentual vai as Federações. 

Por outro lado, as Federações são 100% responsáveis pelos torneios anuais mais importantes, os Nacionais e os Regionais. Responsáveis pelo local, pessoal, juizes, organização completa, ficando 100% com os lucros da prova.

Valores das provas

Diferente do Brasil, os condutores pagam por perna. Em média entre 11 e 15 dólares por perna dependendo do clube ou da importância do certame. Ou seja, você pode ir para participar apenas de jumpings, ou Agilitys, ou games, ou qualquer pista que quiser pagando individualmente por cada uma.

Não existem anuidades. Na verdade, cada condutor paga apenas uma taxa inicial para se registrar na Federação (em média 25 dólares), depois disso nada mais é pago.


Em breve vou escrever um post sobre viver em um país com múltiplas federações de Agility. Bom ou ruim? Quais são as vantagens e desvantagens?

domingo, 2 de outubro de 2016

AKC: a maior, mais amada e mais odiada federação de Agility da América

(CLIQUE PARA LER A NOT'ICIA COMPLETA)
A AKC ou American Kennel Club é a maior entidade cinófila dos Estados Unidos. É responsável por (quase) todas as atividades caninas da América. Exposições de beleza, provas de Agility, Flyball, Herding, e por aí vai. Ou seja, ela manda na porra toda. É ela a responsável pela formação dos times que vão ao Mundial e ao Europeu.



Dentro do Agility, ao longo dos anos, a AKC cultivou amantes apaixonados e críticos ferrenhos com a forma com que vem desenvolvendo o esporte nos Estados Unidos. Mas por que? Vamos aos pontos!


Os amantes da AKC
A AKC cultiva no Agility a abertura do esporte para todos. Todas as raças tem seu espaço. Foi a AKC que criou no passado as diferentes alturas de saltos que hoje outras Federações como USDAA e UKI seguem, abrindo assim o esporte para cães de todos os tamanhos. O Invitational, um dos campeonatos nacionais mais importantes do país premia por raças assim como funcionam as exposições de beleza. Apenas um cão de cada raça vai a final. É a entidade com a maior diversidade de raças do país.


Figura 1 (Jumping Master, longas retas)
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Além disso, as pistas da AKC são abertas, com muitas linhas retas, com baixo nivel de complexidade, não tem “outs” e com pouquissímos pontos de riscos. As pistas da categoria Master (o grau 3 do Brasil) podem ser comparadas a pistas Iniciantes em federações como USDAA, UKI e até mesmo FCI (veja figura 1). Essa política abre as portas para competidores que pensam apenas no Agility FUN e abre o esporte para crianças, idosos, e pessoas com dificuldades de movimentação. Não é raro ver pessoas conduzindo seus cães paradas na meio da pista à distância. Abaixo deixo vídeos da prova que disputei nesse final de semana para que vocês tenham idéia de como são as pistas.
Mas nem tudo são rosas na AKC.

Os críticos da AKC
A AKC sofre críticas ferrenhas principalmente por parte dos condutores de ponta no país. Pessoas que querem ir ao Mundial e Europeu reclamam que as pistas da AKC não preparam ninguém para esses torneios por serem tão simples. É bom lembrar que para se classificar para o Mundial e Europeu é necessário passar por uma seletivas da AKC. E para se ir para essas seletivas é necessário competir pela AKC em busca de uma quantidade “x” de Excelentes Zerados. Ou seja, condutores que gostam e procuram por pistas mais complexas acabam tendo que, obrigatoriamente, passar pelas pistas abertas da AKC. Esse fenômeno levou a muitos condutores de ponta do país a simplesmente deletarem de suas vidas o Mundial e o Europeu, se focando na Europa em torneios como Crufts, WAO e IFCS. Em 2016 os Estados Unidos trouxeram duas medalhas de ouro no WAO com duplas que certamente poderiam ajudar o país no Mundial.

Os condutores que por sua vez querem ir ao Mundial e Europeu usam uma estratégia diferente. Assim que a temporada começa eles mergulham de cabeça  nas provas da AKC tentando seus Excelentes Zerados em poucas semanas para assim ficarem livres e poder competir o resto do ano em federações que oferecem pistas mais complexas como USDAA e UKI.

Figura 2 (Jumping Premier)
CLIQUE PARA AMPLIAR
Afim de tentar segurar esses competidores, a AKC desenvolveu um nova classe chamada PREMIER (pronuncia PRIMIRR). Um categoria com pistas mais complexas, seguindo os moldes das pistas européias Veja figura 2. Mas com isso, dois problemas surgiram:


1)     Alguns clubes deixaram de oferecer essas classes pois não há procura. Em provas locais com 300 cães em média, poucos condutores aparecem para competir na Premier.


2)   Os juizes da AKC ainda não acertaram a mão com as pistas Premier e acabam criando pistas muito simples e bem diferente das pistas vistas em Mundiais, o que não é exatamente o que esses condutores procuram.



Enfim, a AKC é uma federação que apóia o Agility para todos: cães e condutores. E ofecere Agility para uma demanda enorme de condutores que não teriam condições físicas ou técnicas para competir em pistas mais complexas. Eu acredito que a AKC é responsável pela grande quantidade de praticantes nos Estados Unidos. Sem ela, muitas pessoas desistiriam e abandonariam o esporte. Eu não compito muito na AKC, eu confesso, mas quando vejo outros condutores reclamando da simplicidade das pistas eu sempre respondo que a grande vantagem do Agility nos Estados Unidos é a possibilidade de escolha. Coisa que não acontece em outros países onde ou se aceita as regras da única federação existente ou não se pratica. Eu espero que as pistas Premier evoluam e que, ao mesmo tempo, as pistas abertas para as pessoas que apenas querem se divertir continuem. Vídeos abaixo de duas pistas que fiz na última prova da AKC, nesse final de semana.

Em breve vou falar sobre a completíssima USDAA, talvez a mais completa federação de Agility do planeta, e da UKI, a nova federação que se iniciou em 2013 e rapidamente conquistou praticantes pelo país com sua mistura de FCI e USDAA, suas classes desafiadoras e seu sensacional campeonato nacional, o US Open.

Vídeo 1: AKC Jumping Master
Se o vídeo não abrir, clique no link e você poderá ver o vídeo no Youtube!





Vídeo 2: AKC Jumping Premier
Se o vídeo não abrir, clique no link e você poderá ver o vídeo no Youtube!
https://www.youtube.com/watch?v=TdqQh-XyYWo