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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Agility: Julgando e mudando prioridades!

Competir é a prioridade de qualquer pessoa que treina agility. Seja por diversão ou para de fato testar suas habilidades frente a outros competidores. Estar em uma prova de Agility é, para a grande maioria, o objetivo final. Poucos se contentam apenas em treinar e voltar para casa.

Os últimos dois anos foram bem bacanas para mim como competidor nos Estados Unidos. Conseguimos resultados respeitáveis e acabamos recebendo o reconhecimento de muitas pessoas ao redor do país. A terceira colocação no US Open de 2015 e o título regional Sudeste de 2016 foram o ápice. Mas, nosso desempenho caiu consideravelmente nos últimos seis meses e mesmo a respeitável nona colocação no US Open 2016 em Novembro acabou me mostrando que meus cães estão ficando velhos e isso é algo que eu vou ter que aprender a lidar. Brown está com 9 anos de idade e Jack Bauer indo para 8 anos de idade.

Mas a vida é engraçada e se minha preocupação era não ter nenhum cão competitivo para 2017 eis que o destino muda a direção da minha vida no Agility completamente. Comecei com a “brincadeira” de julgar provas de Agility nos Estados Unidos em 2015 quando me afiliei como juiz da UKI e recebi meu primeiro convite para julgar um pequeno torneio regional na Flórida.

Tunel Duplo: a experiência que deu certo
Mas como se destacar em um país com tantos juízes qualificados onde até a competição para ser convidado para julgar é enorme? Resolvi arriscar e comecei a desenvolver percursos ousados (porém sempre observando pontos importantes com ângulos e aproximações nos contatos). Brincar com túneis acabou se tornando minha marca registrada e os americanos adoraram a idéia, o que acabou culminando com a criação do “túnel duplo” (foto ao lado), que acabou virando minha assinatura em meus percursos. A galera pirou e rapidamente mais convites para julgar começaram a chegar.

Com notas muitos altas nas minhas avaliações, e recomendações por parte da coordenação da UKI não demorou muito para convites de outros Estados começarem a chegar, e lá fui eu visitando vários Estados americanos com tudo pago pelos clubes que arcavam com minhas despesas para que eu julgasse suas provas.

No segundo semestre de 2016 veio o convite para o maior desafio até então: julgar o primeiro torneio regional da UKI. A UKI Southeast CUP ou Torneio Regional Sudeste aconteceu nesse mês de janeiro em Brooksville na Flórida e foi um baita desafio, vencido com muito suor, frio, chuva, trabalho e finalizando com uma nota de avaliação muito alta. Vitória!

E se em 2017 provavelmente eu não terei cães competitivos, como disse anteriormente o universo escolheu o momento certo para isso, afinal eu estarei bem ocupado julgando. Até agora, já são 6 provas confirmadas, dentre elas provas na Philadelphia, Washington, Atlanta e é claro na Flórida. Ainda mais podem vir pois o prazo para o convite a juizes para as provas de 2017 ainda está aberto. Tudo isso irá culminar no provável maior desafio da minha carreira como juiz: julgar o US OPEN 2017, um dos maiores torneios nacionais de agility do país.


A vida é mesmo engraçada. Eu que tive a oportunidade de ser juiz de Agility no Brasil mas decidi não o fazer porque não me achava capacitado para isso. Acho que tudo tem seu tempo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Eu julguei a prova mais difícil da minha vida!!!

O mais dificil, fisica e metalmente exaustivo. A mais desafiadora prova de Agility que eu julguei na minha vida. Assim foi o Campeonato Regional Sudeste da UKI nesse final de semana em Brooksville na Flórida. E não apenas por estar julgando ao ar livre em uma temperatura de zero graus onde a máxima dos dois dias não passou dos 6 graus, ou pela chuva que castigou o sábado pela manhã e fez a sensação térmica que já era gélida muito pior quando suas roupas estão molhadas (mesmo com colete e calças a prova de água). Não! Isso eu tirei de letra.

Mas a pressão de estar alí, julgando algumas das melhores duplas do país (e algumas de outros países como Finlândia, já que os Europeus estão cada vez mais vindo aos Estados Unidos para as provas da UKI), em 13 pistas diferentes com condutores lutando por qualificações e pontos para o US Open e para o time que vai ao WAO, tornou minha tensão e preocupação interna muito maior. Afinal, será que as pistas estão boas? Será que os exercícios vão funcionar?

Em dois dias foram mais de 900 passagens que eu julguei, divididas em várias classes entre games, Master Series, Biathlon e provas de velocidade. E tudo deu certo! O resultado foi tão bom que eu fui convidado para julgar outras duas provas por donos de clubes que estavam alí presentes.

Como nos torneios regionais e nacionais não existem classes por nível de dificuldade (como Iniciantes, Grau 1, etc), e todos correm nas mesmas pistas, eu experimentei algo novo. Existiam muitas e muitas duplas correndo na mesma pista, ou seja, julgar por horas e horas uma porrada de cães na mesma pista. É estranho porque por alguns momentos você quase que entra no automático e se desliga do que está acontecendo. Parece um filme repetido na sua cabeça, o que pode ser bem complicado porque isso pode tirar sua atenção e foco no seu julgamento.

Uma das pistas, o Biathlon Jumping, eu acho que realmente não ficou boa e muitas duplas eliminaram em um salto onde uma mudança de ângulo poderia ter feito toda a diferença. Mas conversando com o responsável pela arbitragem da UKI na prova, segundo ele nada que me tire pontos e minha avaliação foi altíssima. Além de uma boa grana com o trabalho.


Até agora, são mais 4 provas confirmadas que eu julgarei em 2017: Philadelphia, Washington, Flórida e o US Open (MEDO!!!!!) em Novembro. Mas isso ainda pode mudar caso eu receba mais convites ainda. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Provas e provas: 13 agora, 23 em 2014!

Oficialmente acabou o Agility esse ano para mim. Depois da prova da USDAA disputada em Jacksonville no último final de semana, agility agora só em 2017 e vai começar com o Regional da UKI que eu vou julgar. Ainda em Janeiro tenho uma prova da USDAA para disputar. Essa é minha programação para Janeiro.

Esse ano de 2016 foram 13 provas disputadas, 5 da UKI, 5 da USDAA e 3 da AKC. Se você acha muito pode esquecer porque eu competi muito pouco esse ano. Uma média de 1 prova por mês.

Para que vocês tenham idéia, no ano de 2013 (meu primeiro ano na América) foram 19 provas. Isso considerando que foram em 8 meses, porque eu me mudei para cá em Abril. Uma média de mais de 2 provas por mês. No ano seguinte, 2014, foram absurdas 23 provas o ano todo, seguindo a média de 2 provas por mês.

Depois disso houve uma queda absurda na minha participação, com 16 provas em 2015 e as 13 agora em 2016.


O calendário é insano por aqui e a oferta de provas é absurda. AKC, USDAA e UKI é só escolher e ir. Mas, depois de um tempo você aprende a ser seletivo e escolher boas provas para competir. Não apenas boas provas, mas provas fundamentais que você precisa competir para ganhar qualificações para Regionais e Nacionais. Ser seletivo é fundamental, você acaba aprendendo que não é a quantidade e sim a qualidade, ou seja, conhecer os clubes que oferecem boas provas, com bons locais e bons juizes. 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Arena em Jacksonville, Flórida

Jacksonville na Flórida é a maior cidade do Estado. Localizada na divisa com a Geórgia é a cidade com a maior população do Estado a frente de Miami, Tallahassee (a capital), Tampa e Orlando. Mesmo eu já tendo passado por aqui anteriormente (é caminho para quem vai a toda costa leste do país), eu nunca havia entrado na cidade, ou mesmo competido por aqui.

Nesse final de semana estamos competindo em uma prova local da USDAA por aqui, e o que me atraiu para essa prova foi o local. A cidade sediará o US Open de 2017, um dos maiores torneios de Agility do país que eu terei a honra de estar julgando no ano que vem. E exatamente no Jacksonville Equestrian Center onde estamos competindo nesse final de semana é que o US Open vai rolar.

Localizado a cerca de 3 horas de Orlando o local é sensacional! Fora da arena os competidores contam com uma área livre mostruosa onde as pessoas podem usufruir como estacionamento, area de camping, e uma área verde muito confortável para se desfrutar com os cães. A temperatura é bem confortável essa época do ano (até um friozinho bem bacana) e muitos competidores utilizam os próprios carros para acomodar os cães nas caixas de transportes.

Dentro da arena, temperatura climatizada que mantem os competidores sempre confortáveis nem com frio nem com calor. Muitas arquibancadas, auto-falantes, serviço de DJ, e lanchonetes. A superfície da arena é de areia sempre bem preparada por tratores para manter o piso não muito fofo.
E aí, algum brasileiro vindo para o US Open 2017???
Abaixo algumas fotos do local
 





terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Destrinchando o regulamento: parte 1

Falar sobre o sistema e regulamento do Agility na América pode resultar em um post longo e mesmo assim alguma informação vai faltar. Isso porque aqui temos 3 federações de agility diferentes e cada uma tem suas características. Mas falando de forma geral são bem parecidas. Aqui vou descrever de forma geral como o Agility americano funciona.

Níveis (ou Graus)
São as chamadas classes regulares. Aquelas onde você começa nos Iniciantes e vai subindo até o nível mais alto, competindo em pistas de Agility ou Jumping. Uma curiosidade é que AKC e USDAA chamam a pista de Agility de “Standard”. O que para o Agility brasileiro é a nomenclatura de uma altura de saltos, nos Estados Unidos é a nomenclatura para a pista de Agility.

AKC e UKI oferecem 4 graus. USDAA oferece apenas três

USDAA: Starters / Advanced / Master
UKI: Beginners / Novice / Senior / Champion
AKC: Novice / Open / Excellent / Master

Para se subir de grau é necessário um número de Excelentes Zerados, ou como eles dizem aqui um número de “Q” (pronuncia “quiu”), abreviação de QUALIFY.
Não existem combinados zerados para se subir de grau. Ou seja, um cão vai subindo de grau nas pistas de Agility ou Jumping separadamente. Por exemplo, quando você consegue 3 Excelentes Zerados na pista de Agility você sobe de grau no Agility, mas não no jumping, e vice-versa. É muito comum o mesmo cão competir em graus diferentes na pista de Agility e na pista de Jumping. O objetivo é unificar os resultados e chegar ao grau mais alto nas duas pistas.

Não existem pódios, premiações ou resultados combinados. O objetivo aqui é chegar ao grau mais alto ganhando experiência através dos diferentes níveis de dificuldades. Não existem rankings, pontos ou campeonatos por etapas. As provas (mesmo as locais) são únicas. Quando a dupla chega ao grau mais alto começa a competir para conseguir qualificações para provas Regionais, Nacionais e Seletivas para torneios internacionais. Além disso, as Federações premiam as duplas por “Conquistas durante a vida” ou “Life Achievement”, isso significa que duplas que conseguem um número de Excelentes Zerados no grau mais alto são premiados com placas comemorativas ou barras comemorativas.
Barras Comemorativas

Todos os cães que iniciam no esporte necessitam obrigatoriamente competir nos Iniciantes, mesmo que o condutor seja muito experiente. A única excessão são as classes Tournaments que eu explico a seguir.

Tournaments (ou torneios)
Os torneios são classes oferecidas a parte das classes regulares.

AKC: Premier classes
USDAA: Master Challenge, Steeplechase
UKI: Master Series, Speedstakes

Os torneios são abertos a todos os cães e condutores, de qualquer grau. Desde Iniciantes até os cães mais experientes podem se inscrever e competir na mesma classe. Isso tem um resultado muito interessante onde vez ou outra cães de graus mais baixos conseguem bater cães muito mais experientes.  

As classes premier da AKC, Master Challenge da USDAA e Master Series da UKI são as mais desafiadoras pistas de cada federação. O nível de dificuldade é complexo e o resultado é combinado entre as pistas de Agility e Jumping.

As classes Steeplechase da USDAA e Speedstakes da UKI são as pistas de velocidade. Com percursos abertos mas ao mesmo tempo com desafios complexos, os percursos precisam exigir dos cães e condutores habilidades para vencer desafios em altissima velocidade.

São essas as classes onde as duplas competem em torneios Regionais e Nacionais, sagrando-se Campeões Regionais ou Nacionais.

Em torneios Regionais e Nacionais existem pódios, medalhas e em alguns casos troféus aos vencedores. A USDAA premia os vencedores do Steeplechase em dinheiro, mesmo em provas locais. A UKI premia os vencedores do Master Series em dinheiro mesmo em provas locais. A quantidade de dinheiro depende da quantidade de cães competindo naquela classe, naquela prova. Enquanto algumas provas locais pagam bem pouco para os vencedores (em torno de 20 a 40 dolares), provas nacionais como o Cynosports e o US Open premiam com valores bem mais altos. Os campeões do Steeplechase no Cynosports dividem um prêmio de 10 mil dólares.

Games
Os games assim como as classes regulares têm diferentes níveis de dificuldades e você precisa ir subindo de grau. Portanto não vou perder muito tempo com isso aqui. Se você quiser saber mais sobre os Games de Agility na América basta clicar no link "Games" ao lado na tela principal do blog.

Anuidades
Nenhuma federação cobra anuidade, mas sim uma taxa de afiliação. Você paga 25 dólares para se afiliar e depois disso nada mais.


Eu vou escrever um outro post em breve sobre como as provas são organizadas e quais são as responsabilidades dos clubes e das federações.

2017: sem UKI ou AKC, será estranho!

Com o fim dos torneios nacionais nos meses de Outubro (Cynosports) e Novembro (US Open) e as seletivas do Europeu em Dezembro, tudo agora volta a estaca zero e a nova temporada começa.

É a data de corte para as Federações. USDAA em outubro, UKI em Novembro e AKC em Dezembro. Isso significa que todos os Excelentes Zerados, pontos e qualificações para Regionais, Nacionais e Seletivas são zerados e a busca por vagas nos torneios mais importantes de 2017 começa.

Para nós a temporada vai começar nesse final de semana na cidade de Jacksonville, a cerca de 3 horas norte de Orlando com uma prova local da USDAA.

O ano de 2017 vai ser diferente para nós. Comigo julgando os dois torneios mais importantes da UKI, o Regional Sudeste em janeiro e o US Open em Novembro, praticamente ficamos fora de brigar por qualquer vaga nesses torneios. Fica praticamente “sem função” competir pela UKI quando não poderei usar meus pontos e EZ’s para ir a torneios Regionais e para o US Open. Não estou reclamando. Para minha carreira de juiz, 2017 será o ano mais importante da minha vida e isso é algo que vale o preço a ser pago.

Pela AKC provavelmente não competirei ano que vem. Com Jack Bauer fora da categoria 24 polegadas (60cm) e competindo agora no 20 polegadas (50cm) também não estaremos lutando por vagas em nenhuma seletivas, o que torna as provas da AKC também completamente “sem função”.

O que nos resta como competidores é a USDAA, começando a temporada nesse final de semana em Jacksonville, a meta para 2017 é se classificar para o Cynosports que vai acontecer no Tennessee, cerca de 10 horas de carro de casa. Competi apenas uma vez por esse nacional e com apenas um cão. Vamos ver se consigo colocar Jack Bauer e Brown para correr o Cynosports ano que vem. Além disso, não apenas competir pelo Regional Sudeste, mas tentar ir para pelo menos dois regionais, talvez três seria interessante para tapar o buraco de não estar competindo no US Open ano que vem.


Um ano diferente, que venha 2017! 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Julgando o Regional da UKI: Premium divulgado!

Antes de julgar o US Open de 2017, que com certeza será o maior torneio que eu já julguei na minha vida, tem um outro grande desafio à frente, julgar o Regional da UKI.

Divulgado alguns meses atrás a UKI começará a oferecer torneios regionais, assim como a USDAA faz, separando o país por regiões ou conferências. Nomeados de UKI CUP, cinco regionais acontecerão em 2017 e o primeiro (da história!) será na Flórida, e eu serei o juiz.

É uma baita responsabilidade porque com certeza competidores de toda a costa leste virão para participar. Até agora, será o meu maior desafio e um aperitivo do que será o US Open de 2017.

O premium foi divulgado hoje (01/12/2016). Para quem não sabe o que é um premium trata-se de um documento obrigatório a todos os torneios (mesmo regionais). Nele os competidores podem encontrar todas as informações básicas da prova como horario, ordem das classes, informações sobre inscritos e ainda locais com hotéis e até veterinários de emergência na região.

Para quem tiver curiosidade, deixo o link abaixo do premium da UKI Cup de Janeiro na Flórida que eu estarei julgado. CLIQUE AQUI PARA VER O PREMIUM DA UKI CUP


Começar a preparar as pistas e encarar esse desafio.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

US Open: os brasileiros poderiam vir

Essa edição do Us Open contou pela primeira vez com a participação de outros 4 países, além dos anfitriões norte-americanos. Duplas do Canadá, Suiça, Inglaterra e Rússia vieram para participar do torneio.


Como o próprio nome diz, o torneio é aberto (Open) a todos que quiserem participar. Basta pagar a inscrição e uma taxa de 25 dólares para se filiar a UKI. Taxa única, não há anuidades nem para nós que competimos na Federação o ano inteiro.

O torneio oferece várias classes abertas aos competidores que podem escolher onde querem competir. Biatlhon, Master Series, National, Games e Speedstakes tornam o leque de escolhas bem abrangentes e pode levar a um competidor correr até 14 pistas em 4 dias, caso ele participe de tudo. As inscrições são pagas por classe. Ou seja, você paga apenas onde está competindo.

A única desvantagem para os estrangeiros é que eles precisam passar pelas fases classificatórias nos dois primeiros dias para se classificar para as finais nos dois últimos dias. Alguns classes são fáceis de classificar, zerando uma pista ou terminando sem eliminar. Mas para classes como Master Series e Nationals a coisa é um pouco mais complicada e obrigam os competidores a vencer as qualificatórias (Master Series)  ou ficar entre o Top 8 no caso do Nationals. Na pior hipótese, se um competidor for eliminado em tudo participará dos dois primeiros dias e vai assistir de camarote todas as outras finais,

Para os brasileiros a maior inconveniencia é o visto. Diferente da Europa, para se entrar nos Estados Unidos é preciso visto (o de turista já serve) o que obriga os competidores a juntar documentos e visitar o consulado americano em seu Estado para pedir o desejado documento.


Enfim, seria muito bacana ver brasileiros competindo no US Open no ano que vem, especialmente porque será na Flórida a terra do Mickey Mouse. (e eu estarei julgando)

Pára tudo!!! Convidado para julgar o US OPEN 2017!

De todas as emoções que eu vivi no último final de semana, não dá para mentir e negar que ser convidado para julgar o US Open do ano que vem não foi a mais incrível.

É o ápice de uma carreira de juiz que se iniciou em 2014 de forma não muito segura em um pequeno torneio regional da UKI na Flórida, passou por outros torneios regionais por outros Estados americanos, teve um breve pico com o convite para julgar o primeiro torneio regional da UKI (a UKI CUP) no próximo janeiro e agora chega ao nível mais elevado com o convite para ser um dos 4 juízes de um dos maiores torneios nacionais do país.


Com esse convite, a visibilidade que os competidores terão comigo no próximo ano vai aumentar e muito. É provável que mais convites para julgar outras provas apareçam e muitos comecem a vasculhar minhas redes sociais em buscas dos meus percursos.

Se existe um ponto negativo nesse convite é o de não poder competir no US Open 2017 com meus cães. Mas, é um preço barato a ser pago quando eu penso no tamanho da honra que é julgar uma prova com os melhores do melhores. E quem sabe alguns brasileiros não venham? Afinal é um torneio aberto a estrangeiros também.

Por enquanto não dá pra saber quais percursos eu vou julgar. Nesse ano, todos os juízes julgaram desde as provas qualificatórias na Quinta e Sexta, até algumas finais no final de semana. Na verdade, cada juiz ficou encarregado de uma final (Master Series, Biathlon, Speedstakes e Games).


Enfim, ainda existe um ano para se preparar.

domingo, 20 de novembro de 2016

US Open 2016! Assim foi...

Que torneio! Que coisa absolutamente incrível ter a oportunidade de estar participando de um torneio como o US Open. Desde 2012 quando o torneio se iniciou evoluiu muito culminando no melhor, maior e mais bem organizado US Open da história. Com o perdão do trocadilho, mas a pontualidade britânica (para quem não sabe a UKI veio da Inglaterra) associada a capacidade americana de organizar um evento resultaram em 4 dias de um torneio onde só se ouvia elogios.

Superfície impecável, sendo renovada duas vezes por dia por dois tratores. Juízes que trouxeram pistas desafiadoras e ao mesmo tempo divertidas, uma pontualidade que chegava ao ponto do reconhecimento ser marcado para 9:23 e começar exatamente no horário marcado proporcionaram para as quase 700 duplas uma experiência inesquecível. Em 5 categorias diferentes (Master Series, Biathlon, Games, Speedstakes e Nationals), a UKI premiou os campeões nacionais.

Eu vivi altos e baixos.
Com Brown eu só tive alegrias. O pequeno marrom resnaceu na categoria 50cm e só esse ano pegou pódio no Regional Sudeste da USDAA e nesse US Open terminou o Master Series na quinta posição. Uma barra nos tirou o pódio, o que seria o segundo consecutivo pois em 2015 fomos vice-campeões nacionais. O que me anima nele é vê-lo correndo com tanta garra e com um drive sensacional. A possibilidade de competir com ele em uma altura mais baixa o transformou em um campeão competindo contra Border Collies e outras raças de sua mesma altura.

Jack Bauer virou minha preocupação de uns meses para cá. Com problemas para saltar 60cm e nao rendendo como antes, a 9ª posição em meio a tantos Border Collies sensacionais foi um resultado espetacular. Porém, já cai a ficha que ele não vai conseguir competir de igual com os gigantes Border Collies americanos. Vou escrever um post sobre isso em alguns dias, mas para que vocês tenham idéia Jack Bauer competindo no 60cm aqui nos Estados Unidos seria o mesmo do que eu (com meus 1.66 metros de altura) tentando jogar basquete na NBA contra jogadores de mais de dois metros de altura. É muito difícil. O que pode nos levar a começar a competir nos mesmo 50cm onde Brown vem competindo, abrindo mão de tentar qualquer vaga em torneios internacionais e ser feliz com os muitos torneios regionais e gigantes torneios nacionais que a América oferece.

E foi assim! O US Open em 2017 será na Flórida! Na cidade de Jacksonville, o que é uma notícia muito boa para nós moradores do Estado!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Dá-lhe memória! Reconhecendo múltiplos percursos

US Open rolando no Estado da Geórgia e separei um tempo pra escrever.
O que você acha de reconhecer dois percursos antes de correr? E que tal quatro? Pois é, o sistema usado por torneios nacionais como o US Open e o Cynosports por aqui deixaria (assim com eu mesmo senti na pele pela primeira vez) muitos brasileiros perturbados com o estilo do reconhecimento.

São 4 pistas simultâneas para dar conta de tantos cães, nesse US Open aproximadamente 700 cães estão competindo. Além disso são muitas classes e por essa razão os condutores são separados por grupos (A,B,C e D). Enquanto o Grupo A está competindo no Agility na pista 1, o Grupo B está competindo no Jumping na pista 2, o Grupo C está competindo no Speedstakes (prova de velocidade) na pista 3 e o Grupo D está competindo em algum game na pista 4. Quando os 4 grupos terminam, os grupos rotacionam e o Grupo A vai a pista 2, o Grupo B vai a pista 3, o Grupo C vai a pista 4 e o Grupo D vem a pista 1. Essa rotação vai acontecendo até todos passem por todas as pistas.

A coisa começa a complicar quando é hora do reconhecimento. No Brasil é usado o sistema walk + run (reconhece + corre), o que significa que todos reconhecem uma pista e correm. Depois todos reconhecerm a segunda pista e correm, e assim vai. Nos Nacionais dos Estados Unidos é usado o sistema Walk + walk, Run + run (reconhece + reconhece, corre + corre). Isso significa que logo pela manhã todos reconhecem todas as pistas antes de correr. Lembra do sistema acima? Grupo A na pista 1, Grupo B na pista 2, Grupo C na pista 3 e Grupo D na pista 4? Depois rotacionando? Acontece o mesmo com o reconhecimento. Ou seja, os 4 grupos rotacionam todas as pistas, reconhecendo todos os percursos e depois correm todos. Nao há mais nenhum reconhecimento o dia topo.

É uma coisa louca porque os condutores precisam memorizar 4 pistas para só depois correr. Como alguns condutores dizem aqui, trata-se de um jogo mental e você precisa ter boa memória e se concentrar. Por outro lado, dá um dinamisno na prova absurdo porque não havendo mais reconhecimentos durante o dia a prova flui de forma incrível.


Enfim, mais algumas diferenças culturais entre os Agilitys brasileiro e americano.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

US Open 2016: tá na hora!

Amanhã encaramos mais uma vez a estrada para o nosso terceiro US Open. Nao será uma viagem longa, algo em torno de 350 milhas (ou 560Km), por volta de 5 horas de viagem. É perto considerando o quanto se precisa viajar para estar em competições importantes aqui nos Estados Unidos. Em duas semanas serão 16 horas até a Pennsylvania para as seletivass do Europeu.

O US Open é um dos maiores torneios dos Estados Unidos. É o torneio nacional da UKI e em média reúne entre 600 e 800 cães. Como disse anteriormente será a nossa terceira particpação.

2014
Viajamos até a Carolina do Norte para o nosso primeiro US Open e naquela oportunidade tudo era novo. Nosso primeiro nacional. Brown não competiu naquele ano, estávamos em um momento dificil de quase aposentadoria e foi depois daquele nacional que decidi começar a competir com Brown em uma classe com saltos mais baixo. Jack Bauer esteve presente e fechamos nosso primeiro US Open com um quinto lugar na classe Biatlhon, uma das classes mais importantes e por pouco fora do pódio.

2015
Foi um ano inesquecível para nós. Minha melhor participação em um torneio nacional nos Estados Unidos. Foi o primeiro nacional de Brown agora competindo na classes 20 polegadas (50cm) o que resultou em seu renascimento dentro do Agility e um inesquecível pódio pelo terceiro lugar no Biatlhon.
Jack Bauer também foi muito bem, e por pouco não faturou o título nacional. Terminamos com o melhor tempo combinado entre todos os competidores na classe 26 polegadas (65cm) porém uma falta no Jumping nos empurrou para o quinto lugar, coincidentemente a mesma posição de 2014.

2016
Para esse ano eu confesso que minhas espectativas não são tão altas. Brown está para se aposentar e não tem o mesmo pique e Jack Bauer não vem com o mesmo gás do ano passado. Ano que vem com certeza será seu ultimo ano na categoria 65cm.


Independente disso, tá na hora! Vamos que vamos correr algumas pistas, curtir esse torneio espetacular e encontrar com amigos do país inteiro.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Cynosports X US Open: a batalha dos nacionais

Viver em um país com múltiplas federações pode ser algo muito bom! Mais provas, mais oportunidades, um agility para todos. Mas eventualmente algumas rivalidades podem rachar o esporte. E a América vive o maior racha entre Federações em sua história.

O Cynosports, o torneio nacional da USDAA foi por muito tempo intocável. O maior e mais popular torneio nacional do país. Em média, 1000 cães de todos os lugares do país se encontram para competir em 5 pistas simultâneas em 5 dias de muito Agility.

Essa figura começou a mudar quando a UKI chegou por aqui e criou seu próprio campeonato nacional: o US Open. Desde 2014 o US Open ganhou um peso enorme no país e praticamente se igualou ao Cynosports.

Até aí tudo bem. O Cynosports sempre sendo realizado nos meses de Setembro ou Outubro e o US Open sempre acontecendo no mês de Novembro todos os anos. Mas desde o ano passado dezenas (para não dizer centenas) de competidores assiduos da USDAA começaram a pegar gosto pela UKI e o número de competidores em algumas provas locais da USDAA começou a cair. Ficou muito claro no começo desse ano quando duas das provas mais tradicionais da USDAA na Flórida na cidade de Winter Park tiveram suas inscrições diminuidas para quase a metade e a tradicional prova que sempre contou com dois juizes, teve apenas um juiz. Muitas duplas estavam no mesmo final de semana competindo em uma prova da UKI em outro local. Fato que ocorreu com algumas provas da USDAA ao redor do país.

A resposta veio forte e a USDAA transferiu o Cynosports para o mês de novembro, apenas uma semana antes do US Open e declarou guerra contra a UKI. Essa atitude vinda da USDAA (equivocada na minha opinião) dividiu os competidores. Com o Cynosports acontecendo nesse final de semana no Arizona e o US Open na próxima semana na Geórgia ficou inviável para 95% dos competidores competirem nos dois nacionais. Eu mesmo tive que optar. Voar (ou dirigir 30 horas) para o Arizona, competir 5 dias e depois voar (ou dirigir 20 horas) atravessando 7 Estados para competir no US Open é algo quase impossível para a maioria.  Sem contar que seriam 15 dias viajando, o que parece bem legal, mas tirar 15 dias de licença no trabalho aqui na América não é pra qualquer um. O resultado final dessa situação é provavelmente um menor numero de competidores nos dois Nacionais. A decisão da USDAA em mudar o Cynosports de data é um tiro em seu próprio pé.


Enfim, torcemos para que a USDAA mantenha o Cynosports em setembro ou outubro no ano que vem para que todos possam desfrutar dos dois nacionais.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Quanto ganha um juiz de Agility nos Estados Unidos?

ESSE POST FOI PUBLICADO EM MAIO DE 2016, ESTOU APENAS REPUBLICANDO AQUI NO NOVO BLOG

Mais uma sensacional experiência julgando uma prova de Agility nos Estados Unidos. A prova aconteceu em Palmetto – FL, na costa Oeste do Estado, no Golfo do México. 

3 dias! 650 passagens em pistas! Na Sexta a prova começou a 1 da tarde e terminou por volta das 6. Sábado e Domingo a prova começou as 8 da manhã e terminou por volta das 4 da tarde.

Com relação a organização eu não vou ser repetitivo. Já comentei anteriormente sobre isso. O que eu gostaria de mencionar aqui são outros dois fatores.

Primeiro foi um sistema testado pela organização dessa prova onde foram enviados, logo pela manhã, os percursos do dia para o celular de cada competidor. Ou seja, você acordava de manhã, checava seu celular e lá estavam os percursos do dia. Prontos! Você podia dar zoom na imagem e já ir pensando em sua estratégia. Foi bem bacana.

Mas quanto ganha um juiz de Agility nos Estados Unidos? Na verdade não existe nada oficial. Nas regras está dizendo que o pagamento ao juiz deve ser acordado entre o clube organizador e o juiz. Mas, existe uma regra não oficial e praticamente todos a seguem.

O clube paga 1 dólar por passagem em pista, mais gasolina, hotel e alimentação. Quando um juiz julga uma prova em dois dias facilmente tira em torno de 800 dólares, a não ser que seja uma prova muito pequena. 3 dias julgando rendem mais de 1000 dólares ao juiz.

Para provas maiores como campeonatos regionais ou nacionais paga-se mais. Juízes em provas importantes como Cynosports ou US Open tiram mais de 3 mil dólares por evento.

Eu fiquei sabendo que para provas locais alguns juízes já chegaram a pedir mais do que 1 dólar por passagem em pista. Mas o que acaba acontecendo é que esses juízes acabam não sendo mais convidados porque acabam “violando” essa regra não-oficial.

Eu tenho mais duas provas agendadas para julgar, uma na Flórida e uma na Pennsylvania nos proximos meses.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Fim de ano movimentado

Próximas semanas serão movimentadas. Tem prova da USDAA nesse final de semana aqui na Flórida. Prova local, nada especial, mas já de olho nos Excelentes Zerados e qualificações para o Cynosports do ano que vem.

No meio de Novembro lá vamos nós para mais um campeonato nacional, será o US OPEN que acontecerá no Estado da Geórgia. Estado vizinho, 6 horas de casa. Nada tão distante. O US Open é um daqueles torneios gigantescos aqui na América. Ano passado foram mais de 700 cães em 4 pistas diferentes. Será nossa terceira participação. Ano passado tivemos uma participação espetacular, Jack Bauer terminou a classes 26 polegadas (65cm) no pódio em terceiro lugar e Brown na categoria 20 polegadas (50cm) foi vice-campeão. Terminar com os dois “dogs” no pódio em um campeonato nacional foi algo acima da média e sensacional. Porém não significa muito para o próximo torneio.
Serão 4 dias de provas!

Duas semanas depois do US Open, lá vamos nós atravessar alguns Estados rumo a Pennsylvania para as seletivas do Europeu 2017. O juiz será Tráj Tamás. Ano passado eram cerca de 150 cães lutando por cerca de 30 vagas no total.

Ainda temos mais uma prova da AKC no final do ano. A prova de fim de ano como eles chamam acontece entre os dias 26 e 31 de Dezembro encerrando o ano. E ainda estamos buscando mais algumas qualificações para ir as Seletivas do Mundial em Abril.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Road Trip: Agility na América é na estrada!

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Agility nos Estados Unidos é sinônimo de estrada...ou aeroporto. É sim perfeitamente possível competir dentro de seu Estado (dependendo do Estado em que você vive). Estados como Flórida, Califórnia, Texas, Illinois, e vários outros ofecerem provas locais o ano inteiro, mas se você quiser buscar por provas mais desafiadoras, campeonatos nacionais e seletivas para torneios internacionais vai ter que cair na estrada. No Brasil (pelo menos no meu tempo) o Agility sempre foi focado em São Paulo e para nós paulistas, viagem longa de Agility era de mais de 3 horas. Um sufoco! Tinha que se preocupar com Hotel, tralha, ou seja, era longe. Os chamados "estrangeiros", ou competidores de outros Estados, sempre foram tratados como heróis afinal dirigir 10, 12, 14, 16 horas para fazer agility é um ato de heroísmo. Estranho como pessoas de um Estado podem chamar pessoas de outros Estados de estrangeiros. Mesmo sendo eu um desses que sempre usou esse termo incansavelmente, hoje me causa uma certa estranheza. São heróis sim, mas são como nós. Acho que muitos paulistas sairiam para competir "fora" se as competições rodassem mais em outros Estados, ou talvez não, devido as estradas brasileiras horríveis e as inumeras dificuldades em se voar com um cão no Brasil. Então, espera aí! Sim, eles são heróis.  

Costumo dizer que aqui prova pertinho de casa é pelo menos 1 hora e meia de viagem.
13 Estados em 4 anos
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Veja o mapa ao lado, um pequeno exemplo de como eu viajei nos últimos anos. Foram, 13 Estados em pouco menos de 4 anos. É claro que, estando eu na Flórida, normal eu ter “desbravado” muito mais a Costa Leste, tendo visitado a Califórnia uma vez para uma Seletivas e o Texas para um torneio Regional da USDAA.



Existem algumas particularidades com alguns torneios. As Seletivas para o mundial normalmente acontecem na Costa Oeste, geralmente na Califórnia devido a comissão técnica estar daquele outro lado, já as seletivas para o Europeu normalmente acontecem na Costa Leste pela mesmo razão.

Torneios nacionais costumam migrar costa a costa. O Cynosports 2015 foi realizado no Estado do Tennessee (em que eu estive presente), esse ano volta para a costa Oeste no Estado do Arizona (que eu não vou, falarei mais sobre em outro post).

A UKI vem mantendo o seu nacional, o US OPEN, pela costa leste, sendo realizado em 2014 na Carolina do Norte, 2015 na Geórgia e novamente esse ano mês que vem na Geórgia (que eu estarei presente). Em 2017 a UKI já anunciou que o US OPEN será na Flórida, na cidade de Jacksonville, o que é uma notícia espetacular para nós, moradores da Flórida.

A AKC assinou contrato com a cidade de Orlando para realizar o Invitational por 4 anos consecutivos aqui vizinho de casa, e assim foi feito nos anos de 2013, 2014, 2015 e 2016. Ano que vem o Invitational volta a costa Oeste. Estive nesse torneio por duas vezes, em 2013 e 2014.

De qualquer forma, viajar pelos Estados Unidos é uma experiência sensacional. Com estradas bem sinalizadas e bem projetadas dirigir por horas e as vezes dias é extremamente prazeroso. E se você precisa voar, embarcar com cães dentro do país é super tranquilo, muitas vezes o cão vai com você dentro da cabine, como já aconteceu comigo duas vezes quando viajei com meu Border Collie, trazendo-o comigo nos meus pés.
Viagem a Pennsylvania (1600km)
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Mês que vem estamos embarcando para o US OPEN, na Geórgia. Nada de mais, Estado vizinho, “apenas” 6 horas de viagem. Nada comparado a duas semanas depois que vamos a Pennsylvania para as Seletivas do Europeu. Ano passado voei e foram 4 boas horas de voo, dessa vez decidi dirigir e serão 997 milhas, ou 1600 quilômetros, aproximadamente 15 horas de estrada.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Múltiplas Federações: bom ou ruim?

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Múltiplas federações. Poucos países oferecem isso aos competidores. Ter várias federações em um esporte não tão popular pode ser, algumas vezes, um tiro no próprio pé. Veja esportes mais populares como Futebol e Basquete quantas Federações existem? Uma, e apenas uma. Mas oferecer múltiplas federações dentro de um esporte pode trazer benefícios. Afinal, bom ou ruim?


O lado bom

A primeira grande vantagem quando se existe múltiplas federações em um determinado esporte é a quebra do monopólio. Será que veríamos as mesmas sacanagens no Futebol se houvesse uma outra Federação que não fosse a CBF? Ou mesmo a FIFA?

Pensando sobre isso, chegamos a uma segunda vantagem: a concorrência. Concorrer por clientes leva empresas a oferecer serviços melhores e mais baratos. E isso acaba acontecendo com federações esportivas também, que não apenas têm com objetivo oferecer torneios melhores mas também aumentar seu rendimento, trazendo mais clientes. E aqui nos Estados Unidos (talvez o país mais capitalista do mundo), as federações precisam ser criativas e criar meios para atrair os seus competidores/clientes.

A consequência disso acaba sendo um calendário mais cheio, com mais opções, diferentes classes oferecidas e mais oportunidades para qualquer pessoa se achar no meio do esporte.

O lado ruim

Mas, essa concorrência dentro do esporte pode levar a problemas também. O primeiro é a divisão dos competidores que acabam rachando e muitas vezes abandonando uma federação. Se essa situação ocorre em um país com muitos competidores o problema não é tao complicado. Mas, em um país com poucos competidores, essa divisão pode levar a provas com poucos competidores e não economicamente viáveis, culminando talvez no fechamento de uma federação.

Outro problema que vejo acontecendo aqui nos Estados Unidos, é que o país acaba por muitas vezes não levando sua força máxima para torneios internacionais importantes. Eu citei em um post anterior como os Estados Unidos venceram quase tudo no WAO esse ano com duplas que certamente poderiam ajudar o país no Mundial. Porém, como esses condutores não gostam de competir pela AKC acabam abrindo mão e deletando de suas vidas o campeonato mundial.

De qualquer forma, sendo bom ou ruim, a permissão de um país para a criação de múltiplas federações deve ser analisada com cuidado. Por um lado, o esporte (qualquer esporte) não é propriedade de ninguém ou de nenhuma federação, e deve ser aberto a novos participantes a possibilidade de fazer parte daquele mundo. Porém, as federações têm sim um papel importante no controle e disseminação do mesmo. Equação difícl, afinal agradar é todos é “um pouco” complicado.



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Calendário de Agility: como funciona nos Estados Unidos?


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Ah… o calendário! Sempre foi (pelo tempo em que eu morei no Brasil) motivo de discórdia e reclamações. Agradar a todos nunca será possível, sempre alguém vai reclamar, não tem  jeito. Aqui nos Estados Unidos não é diferente. 

No Brasil talvez pela pouca quantidade de provas, perder uma prova pode significar ficar 2 ou 3 meses sem competir, por essa razão existe a frustração por parte de alguns quando a data não é ideal.

Mas como funciona nos Estados Unidos? O primeiro é preciso entender que o “sistema” do Agility por aqui é diferente. Não existem torneios por pontos. Não existe um campeonato nacional ou estadual com 3, 4 ou 10 etapas. Aqui, o agility vive o ano inteiro das provas locais que são únicas. Quem ganhou, ganhou! Nada de pontos para ver quem é o campeão após “x” etapas. Anualmente, são disputados campeonatos nacionais em 4 ou 5 dias (um evento gigante) ou regionais em 3 ou 4 dias como já expliquei anteriormente dividido por regiões: Norte, Sul, Sudeste, Sudoeste, Nordeste, Noroeste.

As duplas competem o ano inteiro pelas provas locais juntando seus Excelentes Zerados e seus “byes” (qualificações para semi-finais em torneios nacionais), com o objetivo único de se preparar para os Nacionais. É uma cultura diferente.

Algumas pessoas podem imaginar que competir não por pontos pode ser algo chato e sem motivação. Afinal, qual é a motivação em competir “por nada”? Mas esse “por nada” (entre aspas mesmo) é onde as pessoas se enganam. Não havendo pontos te dá mais liberdade para escolher as provas em que vai participar, não ficando amarrado a nenhum torneio ou federação e ficando muito mais fácil de preparar seu calendário (as provas em que vai participar). Perder um ou outro torneio por problemas pessoais ou profissionais não afeta em nada seus planos para os torneios maiores, afinal, existem outras provas pipocando no calendário o ano todo.

O calendário de Agility nos Estados Unidos é um show imenso de oportunidades. Provas das 3 Federações que hoje controlam o Agility na América (AKC, USDAA e UKI), estão disponíveis o ano todo. Praticamente, existem provas todos os finais de semana. Pelo menos uma prova por mês de cada federação está disponível em seu Estado, ou seja, se naquele mês você não pode fazer uma prova da USDAA naquele final de semana, provavelmente pode ir no final de semana seguinte a uma prova da UKI ou AKC. Na verdade, é preciso um certo controle financeiro por parte da cada um para não ir à falência competindo todos os finais de semana.

Enviando sua inscrição
Exemplo de PREMIUM da AKC
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Uma das coisas mais sensacionais nas provas por aqui, é a existência do chamado PREMIUM, que nada mais é que um edital publicado no site das federações (que você pode imprimir) com todas as informações sobre a prova. O PREMIUM em média tem entre 7 e 12 páginas, e lá você pode encontrar absolutamente tudo sobre aquela prova em questão. Algumas informações como: local e hora da prova, juizes, ordem das classes, hoteis ao redor, pessoas responsáveis com email e telefone, como se chegar ao endereço, valor das inscrições, ficha de inscrição e muitas outras informações estão no Premium. Esse documento é obrigatório para todas as provas oficiais.

Todas as Federações já oferecem inscrições on-line, sendo a UKI a única que aceita apenas esse tipo de inscrição. AKC e USDAA mesmo oferecendo inscrições on-line, ainda recebem a maioria das inscrições via correio, com os condutores enviando um cheque com a ficha de inscrição preenchida. E antes de você pensar: “Ficha de inscriçao por correio? Com um cheque?” Lembre-se que aqui 95% das pessoas honram seus cheques e os serviços dos correios é um dos mais confiáveis do planeta. Eu mesmo, nunca tive nenhum problema.

Os PREMIUMS são publicados no mínimo 2 meses antes da prova, muitos deles já estão disponíveis 3 ou 4 meses antes, dando tempo de sobra para os condutores prepararem seus calendários. USDAA e UKI aceitam inscrições até 15 dias antes da prova, mas a AKC aceita inscrições no mínimo 30 dias antes.

Lembrando que os clubes e não as Federações são responsáveis pelas provas. Obstáculos, local, pessoal de trabalho e organização do local é tudo de responsabilidade dos clubes que ficam com a massiva parte do dinheiro das inscrições. Apenas um pequeno percentual vai as Federações. 

Por outro lado, as Federações são 100% responsáveis pelos torneios anuais mais importantes, os Nacionais e os Regionais. Responsáveis pelo local, pessoal, juizes, organização completa, ficando 100% com os lucros da prova.

Valores das provas

Diferente do Brasil, os condutores pagam por perna. Em média entre 11 e 15 dólares por perna dependendo do clube ou da importância do certame. Ou seja, você pode ir para participar apenas de jumpings, ou Agilitys, ou games, ou qualquer pista que quiser pagando individualmente por cada uma.

Não existem anuidades. Na verdade, cada condutor paga apenas uma taxa inicial para se registrar na Federação (em média 25 dólares), depois disso nada mais é pago.


Em breve vou escrever um post sobre viver em um país com múltiplas federações de Agility. Bom ou ruim? Quais são as vantagens e desvantagens?

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Classes de Agility (parte 4): STEEPLECHASE e SPEEDSTAKES

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Os nomes são complicados! Steeplechase (em português algo como “Corrida de Obstáculos”) e Speedstakes (não há uma tradução, mas seria algo como “Velocidade em risco”) são as provas de velocidade no Agility americano.

Steeplechase (USDAA)

Trata-se da prova de velocidade da USDAA. É composta por duas pistas, o round 1 e o round 2. Nessa prova as pistas precisam imprimir velocidade aos competidores. Não há restrições para exercícios mas o juiz não pode criar nada travado portanto muitas vezes “out’s” são evitados. O objetivo é colocar cão e condutor em situações desafiadoras porém em alta velocidade.

Figura 1: Steeplechase Round 2
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Alguns regras interessantes: Não é permitido o uso de passarela ou gangorra. É obrigatório que em uma das pistas o juiz use duas vezes o slalon e na outra o juiz use duas vezes a Rampa A. O próprio juiz determinará se irá faze-lo no Round 1 ou no Round 2.  VEJA FIGURA 1



O Round 1 (ou primeira pista) é aberto a todos. Não há refugos e cada falta soma 5 segundos no tempo final. Em cima do tempo do primeiro colocado é colocado 10%. Quem ficar fora desse corte não compete no Round 2. Exemplo, se o primeiro colocado fechar a pista em 25 segundos, todos que ficarem acima de 27.5 segundos não competem no Round 2.



Figura 2: Cynosports Premio de 10 mil dólares
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O vencedor do Round 2 recebe um prêmio em dinheiro. Em provas locais esse dinheiro não é muito, e por vezes paga a sua inscrição da prova. Mas em provas grandes esse valor pode ser alto. No Cynosports existe um premio de 10 mil dólares divididos entre os primeiros colocados.
VEJA FIGURA 2
Vídeo Steeplechase abaixo



Speedstakes (UKI)

Trata-se da prova de velocidade de UKI. Assim como no Steeplechase as pistas precisam imprimir velocidade aos competidores. Não há restrições para os exercícios mas o juiz também não pode criar pistas muito travadas.

Figura 3: Speedstakes
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Existem algumas diferenças nas regras do Speedstakes quando comparado com o Steeplechase da USDAA. Aqui não é permitido nenhum contato ou slalom. As pistas basicamente são compostas por saltos e tuneis VEJA FIGURA 3. Em provas locais trata-se apenas de uma pista com resultados simples e a UKI não premia em dinheiro (apenas no Master Series que vou falar em outro post).



No US Open, o torneio nacional da UKI são duas pistas com resultados combinados e todos correm nas duas pistas não havendo tempo de corte. A melhor dupla no resultado combinado é o Campeão Nacional do Speedstakes.
Vídeo Speedstakes abaixo


Vídeo: USDAA Steeplechase (Winter Park, Florida)
Abaixo tem um link para o video!
https://www.youtube.com/watch?v=TSgCB5qR1Uk


Vídeo: UKI Speedstakes (Arcadia, Florida)
Abaixo tem um link para o video!
https://www.youtube.com/watch?v=elizQCcrMz0