terça-feira, 25 de outubro de 2016

Meus cães ficando velhos

O tempo passa! É a realidade. Já dizia o mago Gandalf: “...decidir o que fazer com o tempo que nos é dado.


Vivo um momento completamente novo. Meu primeiro cão de Agility (Flecha), já aposentada está com 12 anos de idade. Nítido o quanto já sente a idade, minha velha senhora. Compito com Brown desde 2009 e com Jack Bauer desde 2011



Brown está perto da aposentadoria, já são 7 anos competindo com ele. Com Jack Bauer já são 5 anos de competições, e talvez mais dois anos competitivos com ele.

Quanto mais eu me aproximo dos 40, alguns pensamentos começam a assolar minha mente. Se eu tivesse aprendido algumas coisas antes, se eu soubesse o que eu sei hoje anos atrás. Enfim, realidade dolorida mas em 10 anos meus cães não estarão mais aqui, e eu próximo dos 50. Foda, né?


Han Solo the Dog
Investi em um novo cão esse ano. A chegada de Han Solo (hoje com 8 meses de idade, e já em treinamento) deu uma motivada nos meus planos. Mesmo assim, em 10 anos (se nada acontecer) seremos provavelmente apenas Han Solo e eu, e eu com quase 50 anos. Seria talvez o momento da minha aposentadoria como competidor e talvez focado 100% do meu tempo na arbitragem.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Road Trip: Agility na América é na estrada!

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Agility nos Estados Unidos é sinônimo de estrada...ou aeroporto. É sim perfeitamente possível competir dentro de seu Estado (dependendo do Estado em que você vive). Estados como Flórida, Califórnia, Texas, Illinois, e vários outros ofecerem provas locais o ano inteiro, mas se você quiser buscar por provas mais desafiadoras, campeonatos nacionais e seletivas para torneios internacionais vai ter que cair na estrada. No Brasil (pelo menos no meu tempo) o Agility sempre foi focado em São Paulo e para nós paulistas, viagem longa de Agility era de mais de 3 horas. Um sufoco! Tinha que se preocupar com Hotel, tralha, ou seja, era longe. Os chamados "estrangeiros", ou competidores de outros Estados, sempre foram tratados como heróis afinal dirigir 10, 12, 14, 16 horas para fazer agility é um ato de heroísmo. Estranho como pessoas de um Estado podem chamar pessoas de outros Estados de estrangeiros. Mesmo sendo eu um desses que sempre usou esse termo incansavelmente, hoje me causa uma certa estranheza. São heróis sim, mas são como nós. Acho que muitos paulistas sairiam para competir "fora" se as competições rodassem mais em outros Estados, ou talvez não, devido as estradas brasileiras horríveis e as inumeras dificuldades em se voar com um cão no Brasil. Então, espera aí! Sim, eles são heróis.  

Costumo dizer que aqui prova pertinho de casa é pelo menos 1 hora e meia de viagem.
13 Estados em 4 anos
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Veja o mapa ao lado, um pequeno exemplo de como eu viajei nos últimos anos. Foram, 13 Estados em pouco menos de 4 anos. É claro que, estando eu na Flórida, normal eu ter “desbravado” muito mais a Costa Leste, tendo visitado a Califórnia uma vez para uma Seletivas e o Texas para um torneio Regional da USDAA.



Existem algumas particularidades com alguns torneios. As Seletivas para o mundial normalmente acontecem na Costa Oeste, geralmente na Califórnia devido a comissão técnica estar daquele outro lado, já as seletivas para o Europeu normalmente acontecem na Costa Leste pela mesmo razão.

Torneios nacionais costumam migrar costa a costa. O Cynosports 2015 foi realizado no Estado do Tennessee (em que eu estive presente), esse ano volta para a costa Oeste no Estado do Arizona (que eu não vou, falarei mais sobre em outro post).

A UKI vem mantendo o seu nacional, o US OPEN, pela costa leste, sendo realizado em 2014 na Carolina do Norte, 2015 na Geórgia e novamente esse ano mês que vem na Geórgia (que eu estarei presente). Em 2017 a UKI já anunciou que o US OPEN será na Flórida, na cidade de Jacksonville, o que é uma notícia espetacular para nós, moradores da Flórida.

A AKC assinou contrato com a cidade de Orlando para realizar o Invitational por 4 anos consecutivos aqui vizinho de casa, e assim foi feito nos anos de 2013, 2014, 2015 e 2016. Ano que vem o Invitational volta a costa Oeste. Estive nesse torneio por duas vezes, em 2013 e 2014.

De qualquer forma, viajar pelos Estados Unidos é uma experiência sensacional. Com estradas bem sinalizadas e bem projetadas dirigir por horas e as vezes dias é extremamente prazeroso. E se você precisa voar, embarcar com cães dentro do país é super tranquilo, muitas vezes o cão vai com você dentro da cabine, como já aconteceu comigo duas vezes quando viajei com meu Border Collie, trazendo-o comigo nos meus pés.
Viagem a Pennsylvania (1600km)
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Mês que vem estamos embarcando para o US OPEN, na Geórgia. Nada de mais, Estado vizinho, “apenas” 6 horas de viagem. Nada comparado a duas semanas depois que vamos a Pennsylvania para as Seletivas do Europeu. Ano passado voei e foram 4 boas horas de voo, dessa vez decidi dirigir e serão 997 milhas, ou 1600 quilômetros, aproximadamente 15 horas de estrada.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Múltiplas Federações: bom ou ruim?

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Múltiplas federações. Poucos países oferecem isso aos competidores. Ter várias federações em um esporte não tão popular pode ser, algumas vezes, um tiro no próprio pé. Veja esportes mais populares como Futebol e Basquete quantas Federações existem? Uma, e apenas uma. Mas oferecer múltiplas federações dentro de um esporte pode trazer benefícios. Afinal, bom ou ruim?


O lado bom

A primeira grande vantagem quando se existe múltiplas federações em um determinado esporte é a quebra do monopólio. Será que veríamos as mesmas sacanagens no Futebol se houvesse uma outra Federação que não fosse a CBF? Ou mesmo a FIFA?

Pensando sobre isso, chegamos a uma segunda vantagem: a concorrência. Concorrer por clientes leva empresas a oferecer serviços melhores e mais baratos. E isso acaba acontecendo com federações esportivas também, que não apenas têm com objetivo oferecer torneios melhores mas também aumentar seu rendimento, trazendo mais clientes. E aqui nos Estados Unidos (talvez o país mais capitalista do mundo), as federações precisam ser criativas e criar meios para atrair os seus competidores/clientes.

A consequência disso acaba sendo um calendário mais cheio, com mais opções, diferentes classes oferecidas e mais oportunidades para qualquer pessoa se achar no meio do esporte.

O lado ruim

Mas, essa concorrência dentro do esporte pode levar a problemas também. O primeiro é a divisão dos competidores que acabam rachando e muitas vezes abandonando uma federação. Se essa situação ocorre em um país com muitos competidores o problema não é tao complicado. Mas, em um país com poucos competidores, essa divisão pode levar a provas com poucos competidores e não economicamente viáveis, culminando talvez no fechamento de uma federação.

Outro problema que vejo acontecendo aqui nos Estados Unidos, é que o país acaba por muitas vezes não levando sua força máxima para torneios internacionais importantes. Eu citei em um post anterior como os Estados Unidos venceram quase tudo no WAO esse ano com duplas que certamente poderiam ajudar o país no Mundial. Porém, como esses condutores não gostam de competir pela AKC acabam abrindo mão e deletando de suas vidas o campeonato mundial.

De qualquer forma, sendo bom ou ruim, a permissão de um país para a criação de múltiplas federações deve ser analisada com cuidado. Por um lado, o esporte (qualquer esporte) não é propriedade de ninguém ou de nenhuma federação, e deve ser aberto a novos participantes a possibilidade de fazer parte daquele mundo. Porém, as federações têm sim um papel importante no controle e disseminação do mesmo. Equação difícl, afinal agradar é todos é “um pouco” complicado.



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Calendário de Agility: como funciona nos Estados Unidos?


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Ah… o calendário! Sempre foi (pelo tempo em que eu morei no Brasil) motivo de discórdia e reclamações. Agradar a todos nunca será possível, sempre alguém vai reclamar, não tem  jeito. Aqui nos Estados Unidos não é diferente. 

No Brasil talvez pela pouca quantidade de provas, perder uma prova pode significar ficar 2 ou 3 meses sem competir, por essa razão existe a frustração por parte de alguns quando a data não é ideal.

Mas como funciona nos Estados Unidos? O primeiro é preciso entender que o “sistema” do Agility por aqui é diferente. Não existem torneios por pontos. Não existe um campeonato nacional ou estadual com 3, 4 ou 10 etapas. Aqui, o agility vive o ano inteiro das provas locais que são únicas. Quem ganhou, ganhou! Nada de pontos para ver quem é o campeão após “x” etapas. Anualmente, são disputados campeonatos nacionais em 4 ou 5 dias (um evento gigante) ou regionais em 3 ou 4 dias como já expliquei anteriormente dividido por regiões: Norte, Sul, Sudeste, Sudoeste, Nordeste, Noroeste.

As duplas competem o ano inteiro pelas provas locais juntando seus Excelentes Zerados e seus “byes” (qualificações para semi-finais em torneios nacionais), com o objetivo único de se preparar para os Nacionais. É uma cultura diferente.

Algumas pessoas podem imaginar que competir não por pontos pode ser algo chato e sem motivação. Afinal, qual é a motivação em competir “por nada”? Mas esse “por nada” (entre aspas mesmo) é onde as pessoas se enganam. Não havendo pontos te dá mais liberdade para escolher as provas em que vai participar, não ficando amarrado a nenhum torneio ou federação e ficando muito mais fácil de preparar seu calendário (as provas em que vai participar). Perder um ou outro torneio por problemas pessoais ou profissionais não afeta em nada seus planos para os torneios maiores, afinal, existem outras provas pipocando no calendário o ano todo.

O calendário de Agility nos Estados Unidos é um show imenso de oportunidades. Provas das 3 Federações que hoje controlam o Agility na América (AKC, USDAA e UKI), estão disponíveis o ano todo. Praticamente, existem provas todos os finais de semana. Pelo menos uma prova por mês de cada federação está disponível em seu Estado, ou seja, se naquele mês você não pode fazer uma prova da USDAA naquele final de semana, provavelmente pode ir no final de semana seguinte a uma prova da UKI ou AKC. Na verdade, é preciso um certo controle financeiro por parte da cada um para não ir à falência competindo todos os finais de semana.

Enviando sua inscrição
Exemplo de PREMIUM da AKC
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Uma das coisas mais sensacionais nas provas por aqui, é a existência do chamado PREMIUM, que nada mais é que um edital publicado no site das federações (que você pode imprimir) com todas as informações sobre a prova. O PREMIUM em média tem entre 7 e 12 páginas, e lá você pode encontrar absolutamente tudo sobre aquela prova em questão. Algumas informações como: local e hora da prova, juizes, ordem das classes, hoteis ao redor, pessoas responsáveis com email e telefone, como se chegar ao endereço, valor das inscrições, ficha de inscrição e muitas outras informações estão no Premium. Esse documento é obrigatório para todas as provas oficiais.

Todas as Federações já oferecem inscrições on-line, sendo a UKI a única que aceita apenas esse tipo de inscrição. AKC e USDAA mesmo oferecendo inscrições on-line, ainda recebem a maioria das inscrições via correio, com os condutores enviando um cheque com a ficha de inscrição preenchida. E antes de você pensar: “Ficha de inscriçao por correio? Com um cheque?” Lembre-se que aqui 95% das pessoas honram seus cheques e os serviços dos correios é um dos mais confiáveis do planeta. Eu mesmo, nunca tive nenhum problema.

Os PREMIUMS são publicados no mínimo 2 meses antes da prova, muitos deles já estão disponíveis 3 ou 4 meses antes, dando tempo de sobra para os condutores prepararem seus calendários. USDAA e UKI aceitam inscrições até 15 dias antes da prova, mas a AKC aceita inscrições no mínimo 30 dias antes.

Lembrando que os clubes e não as Federações são responsáveis pelas provas. Obstáculos, local, pessoal de trabalho e organização do local é tudo de responsabilidade dos clubes que ficam com a massiva parte do dinheiro das inscrições. Apenas um pequeno percentual vai as Federações. 

Por outro lado, as Federações são 100% responsáveis pelos torneios anuais mais importantes, os Nacionais e os Regionais. Responsáveis pelo local, pessoal, juizes, organização completa, ficando 100% com os lucros da prova.

Valores das provas

Diferente do Brasil, os condutores pagam por perna. Em média entre 11 e 15 dólares por perna dependendo do clube ou da importância do certame. Ou seja, você pode ir para participar apenas de jumpings, ou Agilitys, ou games, ou qualquer pista que quiser pagando individualmente por cada uma.

Não existem anuidades. Na verdade, cada condutor paga apenas uma taxa inicial para se registrar na Federação (em média 25 dólares), depois disso nada mais é pago.


Em breve vou escrever um post sobre viver em um país com múltiplas federações de Agility. Bom ou ruim? Quais são as vantagens e desvantagens?

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Classes de Agility (parte 4): STEEPLECHASE e SPEEDSTAKES

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Os nomes são complicados! Steeplechase (em português algo como “Corrida de Obstáculos”) e Speedstakes (não há uma tradução, mas seria algo como “Velocidade em risco”) são as provas de velocidade no Agility americano.

Steeplechase (USDAA)

Trata-se da prova de velocidade da USDAA. É composta por duas pistas, o round 1 e o round 2. Nessa prova as pistas precisam imprimir velocidade aos competidores. Não há restrições para exercícios mas o juiz não pode criar nada travado portanto muitas vezes “out’s” são evitados. O objetivo é colocar cão e condutor em situações desafiadoras porém em alta velocidade.

Figura 1: Steeplechase Round 2
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Alguns regras interessantes: Não é permitido o uso de passarela ou gangorra. É obrigatório que em uma das pistas o juiz use duas vezes o slalon e na outra o juiz use duas vezes a Rampa A. O próprio juiz determinará se irá faze-lo no Round 1 ou no Round 2.  VEJA FIGURA 1



O Round 1 (ou primeira pista) é aberto a todos. Não há refugos e cada falta soma 5 segundos no tempo final. Em cima do tempo do primeiro colocado é colocado 10%. Quem ficar fora desse corte não compete no Round 2. Exemplo, se o primeiro colocado fechar a pista em 25 segundos, todos que ficarem acima de 27.5 segundos não competem no Round 2.



Figura 2: Cynosports Premio de 10 mil dólares
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O vencedor do Round 2 recebe um prêmio em dinheiro. Em provas locais esse dinheiro não é muito, e por vezes paga a sua inscrição da prova. Mas em provas grandes esse valor pode ser alto. No Cynosports existe um premio de 10 mil dólares divididos entre os primeiros colocados.
VEJA FIGURA 2
Vídeo Steeplechase abaixo



Speedstakes (UKI)

Trata-se da prova de velocidade de UKI. Assim como no Steeplechase as pistas precisam imprimir velocidade aos competidores. Não há restrições para os exercícios mas o juiz também não pode criar pistas muito travadas.

Figura 3: Speedstakes
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Existem algumas diferenças nas regras do Speedstakes quando comparado com o Steeplechase da USDAA. Aqui não é permitido nenhum contato ou slalom. As pistas basicamente são compostas por saltos e tuneis VEJA FIGURA 3. Em provas locais trata-se apenas de uma pista com resultados simples e a UKI não premia em dinheiro (apenas no Master Series que vou falar em outro post).



No US Open, o torneio nacional da UKI são duas pistas com resultados combinados e todos correm nas duas pistas não havendo tempo de corte. A melhor dupla no resultado combinado é o Campeão Nacional do Speedstakes.
Vídeo Speedstakes abaixo


Vídeo: USDAA Steeplechase (Winter Park, Florida)
Abaixo tem um link para o video!
https://www.youtube.com/watch?v=TSgCB5qR1Uk


Vídeo: UKI Speedstakes (Arcadia, Florida)
Abaixo tem um link para o video!
https://www.youtube.com/watch?v=elizQCcrMz0



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Me pegou de surpresa! Julgando o Regional de UKI!


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Ontem mesmo publiquei um post de minha alegria ao saber da criação dos campeonatos Regionais da UKI, com o primeiro regional sendo na Flórida. A primeira UKI CUP da história.

E olha como a vida é engraçada, ontem a noite recebi um convite oficial por parte da UKI e da coordenadora da prova para ser o juiz oficial do Regional em Janeiro. Quase nem acreditei! Venho julgando para a UKI a pouco mais de um ano e minhas avaliações têm sido muito positivas. É claro que, algumas pessoas sempre reclamam dizendo que  minhas pistas são muito difíceis e complexas, mas tenho um alto índice de positividade em minhas avaliações como juiz. Já julguei em 4 Estados diferentes e agora parto para meu maior desafio: julgar um torneio Regional.

Por um lado fico triste por não estar competindo nesse tão importante torneio, mas por outro fico extremamente feliz e me sentindo recompensado pelo trabalho que venho relizando.

Conversando com a coordenadora da UKI, em um determinado momento da conversa surgiu até o papo de possivelmente julgar o US OPEN no futuro. Já pensou? Julgar um dos torneios nacionais mais importantes do país? Calma! Calma! Concentração agora para o julgamento da UKI CUP em janeiro!


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Classes de Agility (parte 3): PAIRS e RELAY

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Simples, divertido e fácil de entender as provas de Relay são as conhecidas provas de revezamento de agility.

Essas classes são oferecidas apenas pela USDAA e podem contar com times compostos por 2 ou 3 condutores.

Pairs
O Pairs (ou pares em português) é um prova disputada com duas duplas na mesma pista, sendo que cada dupla corre em metade do percurso. O condutor tem que correr segurando um bastão que precisa ser passado ao segundo condutor ao final da sua parte da pista. O cronômetro não pára e por essa razão a troca do bastão precisa ser rápida evitando perder tempo. Além disso, o condutor precisa entregar o bastão em mãos, não é permitido arremessá-lo ao outro condutor. E se o bastão cair a dupla é eliminada.

A parte bacana desse game é que não é necessário cães parceiros saltando a mesma altura. É permitido times mistos com cães saltando alturas diferentes, pois os saltos serão ajustados à altura de cada cão em cada metade da pista.

Team Relay
A única diferença do Pairs para o Relay é que no Relay o revezamento é com 3 duplas. Todas as regras são as mesmas do Pairs. Porém, dois cães no time precisam saltar a mesma altura e o outro pode saltar uma altura diferente.

Veja figura 1
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No exemplo ao lado o cão de altura diferente faz a pista com os circulos brancos, terminando no obstaculo 10 dentro da Exchange Area (Área de troca do bastão). Os outros dois cães (de mesma altura) fazem a pista com os círculos pretos terminando no obstaculo 10 (preto).


Abaixo um vídeo de um Relay onde participei com meus dois cães. Eu estou conduzindo Jack Bauer e uma amiga está conduzindo Brown (meu outro Border Collie). O terceiro cão é um Koiker correndo em uma altura diferente.



Vídeo: USDAA Regional Sudeste (Perry, Gergia)
Abaixo tem um link para o video!
https://www.youtube.com/watch?v=wI7Z8Cwv0pI